Você varia, varia
Mas bem que o que queria
Era voltar para mim

É, esse seu ar superior
De quem não me dá bola
Que nem se lembra do nosso cobertor

É só para se enganar
A mim e aos outros você até tentou
Não adiantou

Se vai viajar lembra das minhas malas
No carro, dos carinhos que fazia
Nas paradas, dos doces que para nós eu escolhia

Se vai dormir, em sua saudade lá estou eu
Corpo cheiroso e limpinho
Incenso em nosso ninho

Ao acordar me procura na cama
E quando vê outro rosto
De espanto
Quase cai da cama

Na preguiça de depois do jantar
Busca meu colo encontrar
E é incomodo em outras pernas se ajeitar

Muito mais eu podia dizer
Do sexo sempre novo
Da troca de idéias
Da música a nos enternecer

Da praia
Da serra
De Conservatória
De Sampa

Do código verbal
Tatibitate
Que nos fazia crianças voltar a ser

Foi tanto e tão belo
Foi tão singelo
E tão passional

Fomos felizes nos feriados
De segundas até as sextas
No Carnaval e no Natal

Fazer o que amorzinho?
Você pensou em me esquecer
Mas o sabor do meu carinho
Nunca morreu em você

Esta história chegou ao final?

 

19 de novembro de 2003
12:38 h


 

 


 


 


 

 
 
 

 

 

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