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Uma mulher menina
Alguém que sonha sonhos
Desde pequenina
E que sonhadora pela vida se mantém
Sou escrevinhadora
Relato na escrita os sonhos vividos
E os que talvez não viverei
Sou na verdade um vulcão
Tudo meu é intenso
As vezes falo ternuras
Outras imprecações
Numa mistura imatura
De balzaquiana adolescente
Que fala de festa e velório
Num jeito que oscila entre arrogante e simplório
Mas sempre verdadeiro
Sonho ainda com o amor primeiro e com o derradeiro
Adoro samba com pandeiro
E a sofisticação do Jazz
E homem pra mim tem que ser matreiro
Jeito criança
Mas safado no amar
Bem, respeito dos outros a privacidade
Na vida de ninguém meto o nariz
Por educação assim me comporto
Mas também porque não admito
Que se metam na minha
E que se dêem o direito de
Criticar o que fiz e o que desfiz
Assim
Contraditória
Vou caminhando
Escrevinhando experiências vividas
Umas amenas
Outras doídas
Sou da vida amante
Do meu amante o amor
E juntando amor e amante
Nas trilhas de minhas andanças
Colho poesias, espinhos e flor
16 de dezembro de 2003
15:42h

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