Não retoco meus versos
Como na vida
Neles não cabem retoques

Vivo o que encontro
Nada vem por acaso
Sejam dores ou amores

Deixo que tudo flua
O espontâneo é de tudo
A mais pura expressão

Deixo o coração
A paixão
A dor
O tesão
Se apossarem da pena
E são eles que escrevem meu poema

Destravo a emoção
Da vida não posso ter medo
Nem de revelar meus segredos
Ou de amar demais

Assim, censuro a censura
Que antes mandava em mim
E vivo amar sem fim

Também em mim não cabem
A vergonha
A modéstia
O cansaço
A desistência

Não maquilo o rosto
Não pinto minha paixão
Os olhos da minha alma não usam rímel
A boca do meu estômago não tem baton

Que o vento da liberdade
Que só o espontâneo dá
Permeie meu Ser e meu estar
 



15 de novembro de 2003
02:17h


 

 

 

 

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