É perder a censura
É não fazer conta do tempo
É não ter noção das estações
É deixar livre a fantasia

Perder-se de amor

É entrar em euforia
Não importa se de noite ou de dia
É ter no vocabulário só palavras bonitas
É esquecer que já houve sofrimento
É desconhecer o lamento
É renascer

Perder-se de amor

É ver com seus olhos
É caminhar sempre ao seu encontro
É fazer de seu corpo ninho
É ser e dar carinho
É perda de identidade
É estar sob o domínio da vontade
É lhe pertencer

Perder-se de amor

É o mais sublime encontro
É integrar-me ao outro
É de mim me desprender
E, solta,
Flutuar em desejos
Ansiar por seus beijos
Oferecer meu corpo

Perder-se de amor

É o melhor momento
Quero estar sempre perdida
Penetrada
Ser morada
Amante
Amada
Saciada
Sempre enamorada
Sua namorada

Venha,
Não tema
É delicioso
Perder-se de amor...



27 de novembro de 2003
11:46h

 


 

Inspirada em "Perder-se de amor"
de Josemir Tadeu de Souza

 

 

 

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