

Seus olhos me despem
E safados me vestem com seu querer
Seus lábios me assanham
Para com beijos me ver desfalecer
Seu corpo me cobre
E assim aquecida encontro meu lugar
Seus dentes me rasgam
Para sua língua meu sangue colher
Suas mãos me submetem
Para dentro de mim lançar seu amar
E seus olhos, lábios, dentes, mãos
Passam a ser meus então
Nesta junção de carnes, suores,
sangue, odores
O som de sua voz faz minha alma gritar
amores
E aumentam os desejos
Mais profundos ficam os beijos
Frenéticos os corpos
Encaixam num vai e vem de alucinar
A selvagem que habita em mim
Faz par com seu animal
Viramos
Reviramos
Sessentaenoveamos
Amamos
Amamos
Amamos
E quando o orgasmo explode
Não é hora de terminar
As carícias ternas do depois
Cobram mais depois
Mais depois...
Nos fazem recomeçar
11 de novembro de 2003
21:54h

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