

Nós mulheres temos que ser Amazonas.
A estrutura machista
tenta sempre nos manter atadas.
A estrutura biológica ajuda nesta
tentativa.
Fizemos movimentos de Libertação.
Lutamos para que respeitassem
nossa capacidade intelectual.
Nos esfalfamos para dar conta
da dupla/tripla jornada de trabalho.
Ufa! Haja determinação!
Brigamos contra os rótulos
pejorativos:
Loura é burra,
Esposa é Dona Encrenca,
Mulher no volante é perigo,
Divorciada é disponível.
É um incessante entrar no ringue
Disputando mil contendas,
Cujo único objetivo - o mais nobre,
É nos manter dignamente de pé.
Esta até que é uma batalha bonita!
O pior é lutar contra um outro tipo de
mulher,
Que é do corpo uma escrava,
Reduz a espécie feminina
A uma bunda em pé,
Um corpo apetitoso
Exposto em vitrine,
Uma mercadoria qualquer.
E a gente ,mulher consciente,
Luta então com duas frentes:
De um lado
A cultura machista do homem,
Do outro lado,
A mulher que não tem respeito próprio
E acredita que seu trunfo para vencer
na vida
Está na bunda,
No peito siliconizado,
Ou seja, está no corpo
E no jeito de usá-lo na cama,
Ou no útero procriativo,
Gerando um filho que lhe garanta
Gorda Conta Corrente,
Uma vida de fausto e fama.
Rompamos estas amarras, mulheres
conscientes!
Vamos ser diferentes dos homens:
Femininas,
Meigas,
Intuitivas,
Mães.
Desfrutar desta diferença
Para fazer parceria,
Com homens também conscientes,
Que como nós são humanos,
Choram,
Fraquejam,
Intuem.
E então, de mãos dadas viveremos,
Criando igualdade onde ela possa
existir.
Vivendo a doce diferença,
Que nos faz interdepender,
Sem jogo, artifício
Ou disputa para submeter...
Ah! Vai ser delicioso
Ser só homem e mulher a conviver!
Fevereiro/2001

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