Amor querido
Que faz de cada amar uma festa
Que me saboreia com ternura
Mistura beijos e tesão
Champanhe em seu corpo
Cerejas entre meus seios
Para nos comermos e bebermos
Em sofisticada degustação

Tantas loucuras já fizemos
Gelo passado em minhas costas
Percorrendo a minha coluna
Sua língua lambendo a trilha pelo gelo deixada
Eu alucinada
Mãos crispando o travesseiro
Oferecendo meu traseiro
Vivendo uma nova sensação

E quando no meio da estrada
De tanta vontade de fazer amor
Buscamos um caminho deserto
E do mar perto
Na relva nos amamos
Contamos estrelas no depois

Meu Baco
Que ascende ao Olimpo
E Dionísio se faz
Sendo da plebe o deus
Ou no Olimpo habitando
Me faz delírio
Liberdade
Um corpo só de vontade
Deusa de sua paixão



15 de dezembro de 2003
14:00h

 

 

 

 

 

 

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